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CHANÇABLOG
[2005 - 2011][RIP]
11/01/11
04/01/11
Fim
O Chançablog acabou.
Foram 5 anos bem passado. Tivemos altos e baixos.
Mas foi um projecto conseguido.
Desta vez é mesmo o fim do Chançablog.
Chegou a hora de novos projectos.
Haverá novidades para breve.
Façam favor de ser felizes.
Foram 5 anos bem passado. Tivemos altos e baixos.
Mas foi um projecto conseguido.
Desta vez é mesmo o fim do Chançablog.
Chegou a hora de novos projectos.
Haverá novidades para breve.
Façam favor de ser felizes.
05/11/10
A Volta do Correio
Naquela altura qualquer coisa fazia as delícias da petizada.
A volta do correio era uma delas. Era uma epopeia diária que levava uma magote de cachopos atrás do carteiro pelas ruas da Chança.
Naquela época o carteiro era o Mestre Daniel.
Daniel da Graça Fernandes, carteiro, mecânico e vendedor de motas e bicicletas, caçador nas horas vagas. Grande contador de histórias. Era também o nosso herói numa aventura que começava na Rua de Abrantes e que palmilhava todas as ruas da Chança.
Com a sua bolsa de cabedal a tiracolo ia coleccionando cachopos ao longo do caminho.
Eu apanhava-o na Praça. Descíamos pela Rua do Norte e tomávamos a direcção do Rossio. Dávamos a volta aos Baldios e regressávamos aos correios. A volta era tanto maior quanto maior fosse o volume de cartas.
As portas não tinha número. O Daniel conhecia todos os nomes.
Isso intrigava-me. Tornava-o uma espécie de super-herói com uma super-memória.
Outro dos seus poderes era atirar as cartas por baixo das portas. A carta batia no chão e deslizava rapidamente para o interior da habitação.
Eu cheguei a conseguir essa proeza.
Mas a cereja no topo do bolo vinha no fim da volta.
O Daniel tinha uma moto grande, preta (se não me engano era uma Honda, mas não posso garantir), de alta cilindrada.
Por vezes ele levava um de nós à Cunheira.
Era um passatempo de Verão. As féria grandes eram mesmo grandes, e davam para tanta coisa...
Bons tempos.
P.S. É inevitável voltar a falar nos Correios e no Mestre Daniel.
Até um dia destes.
A volta do correio era uma delas. Era uma epopeia diária que levava uma magote de cachopos atrás do carteiro pelas ruas da Chança.
Naquela época o carteiro era o Mestre Daniel.
Daniel da Graça Fernandes, carteiro, mecânico e vendedor de motas e bicicletas, caçador nas horas vagas. Grande contador de histórias. Era também o nosso herói numa aventura que começava na Rua de Abrantes e que palmilhava todas as ruas da Chança.
Com a sua bolsa de cabedal a tiracolo ia coleccionando cachopos ao longo do caminho.
Eu apanhava-o na Praça. Descíamos pela Rua do Norte e tomávamos a direcção do Rossio. Dávamos a volta aos Baldios e regressávamos aos correios. A volta era tanto maior quanto maior fosse o volume de cartas.
As portas não tinha número. O Daniel conhecia todos os nomes.
Isso intrigava-me. Tornava-o uma espécie de super-herói com uma super-memória.
Outro dos seus poderes era atirar as cartas por baixo das portas. A carta batia no chão e deslizava rapidamente para o interior da habitação.
Eu cheguei a conseguir essa proeza.
Mas a cereja no topo do bolo vinha no fim da volta.
O Daniel tinha uma moto grande, preta (se não me engano era uma Honda, mas não posso garantir), de alta cilindrada.
Por vezes ele levava um de nós à Cunheira.
Era um passatempo de Verão. As féria grandes eram mesmo grandes, e davam para tanta coisa...
Bons tempos.
P.S. É inevitável voltar a falar nos Correios e no Mestre Daniel.
Até um dia destes.
03/11/10
O meu amigo Álvaro
O tempo vai passando e a nossa memória vai arquivando momentos, pormenores, pessoas que fizeram parte do nosso passado e que neste momento estão fechados em parte incerta do nosso subconsciente.
Nos últimos tempos tenho tentado fazer um exercício para trazer de volta alguns desses factos, dessas pessoas e histórias que permanecem adormecidos, inertes, e que por vezes aparecem, através de um cheiro, de uma conversa ou de um sonho.
Talvez esta memória tenha pouco significado para a maior parte das pessoas que possam ler este post.
No outro dia lembrei-me do meu amigo Álvaro.
Não me perguntem porquê.
Uma imagem, uma frase de um livro, não interessa...
O Álvaro era um cachopo que vinha passar as férias grandes a casa da avó.
Foi há mais de 30 anos, mas eu continuo a lembrar-me da miúdo.
Era neto da D. Hortense. Não me lembro do nome do avô, mas morreu por essa altura.
A casa da avó tinha um quintal que se enchia de cachopada na brincadeira.
Nunca conheci os pais dele. O pai era comunista e eu imaginava que devia estar escondido, ou preso ou outra coisa qualquer. Ele chamava-se Álvaro, como o Cunhal.
O meu avô chamava-lhe Álvaro Cassuto, como o Maestro.
A determinada altura o Álvaro deixou de aparecer. Durante anos não tive notícias dele. Entretanto a velhota morreu e com o passar dos anos esqueci que o Álvaro existia.
Passaram 10 anos.
Um dias bateram-me à porta e disseram-me: está ali um rapaz com o cabelo comprido à tua procura.
Um rapaz de longos cabelos louros que sorria para mim.
Era o Álvaro.
Passados uns instantes reconheci o sorriso da criança que conhecera outrora.
Tinha vindo a casa da avó e lembrara-se de perguntar por mim.
Tinha emigrado para a Russia. Lembramos os tempos de criança. E cada um seguiu o seu caminho.
Lembro-me, muito vagamente que havia uma fotografia com os amigos lá da rua.
Nessa foto estariamos nós, o Ricardo e o João Paulo (que Deus têm).
Nunca mais soube nada dele. Provavelmente continue na Russia. Ou talvez não.
Talvez ele possa ler isto onde esteja. Também já passaram mais de 20 anos desde a última vez que o vi. Talvez ele nem se lembre da Chança.
Ou talvez não.
Nos últimos tempos tenho tentado fazer um exercício para trazer de volta alguns desses factos, dessas pessoas e histórias que permanecem adormecidos, inertes, e que por vezes aparecem, através de um cheiro, de uma conversa ou de um sonho.
Talvez esta memória tenha pouco significado para a maior parte das pessoas que possam ler este post.
No outro dia lembrei-me do meu amigo Álvaro.
Não me perguntem porquê.
Uma imagem, uma frase de um livro, não interessa...
O Álvaro era um cachopo que vinha passar as férias grandes a casa da avó.
Foi há mais de 30 anos, mas eu continuo a lembrar-me da miúdo.
Era neto da D. Hortense. Não me lembro do nome do avô, mas morreu por essa altura.
A casa da avó tinha um quintal que se enchia de cachopada na brincadeira.
Nunca conheci os pais dele. O pai era comunista e eu imaginava que devia estar escondido, ou preso ou outra coisa qualquer. Ele chamava-se Álvaro, como o Cunhal.
O meu avô chamava-lhe Álvaro Cassuto, como o Maestro.
A determinada altura o Álvaro deixou de aparecer. Durante anos não tive notícias dele. Entretanto a velhota morreu e com o passar dos anos esqueci que o Álvaro existia.
Passaram 10 anos.
Um dias bateram-me à porta e disseram-me: está ali um rapaz com o cabelo comprido à tua procura.
Um rapaz de longos cabelos louros que sorria para mim.
Era o Álvaro.
Passados uns instantes reconheci o sorriso da criança que conhecera outrora.
Tinha vindo a casa da avó e lembrara-se de perguntar por mim.
Tinha emigrado para a Russia. Lembramos os tempos de criança. E cada um seguiu o seu caminho.
Lembro-me, muito vagamente que havia uma fotografia com os amigos lá da rua.
Nessa foto estariamos nós, o Ricardo e o João Paulo (que Deus têm).
Nunca mais soube nada dele. Provavelmente continue na Russia. Ou talvez não.
Talvez ele possa ler isto onde esteja. Também já passaram mais de 20 anos desde a última vez que o vi. Talvez ele nem se lembre da Chança.
Ou talvez não.
16/08/10
(Também) Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser saud… não sei… 2ª Parte
Pois é… é aqui que tudo começa…
O que é que um grupo de jovens “idiotas” (ou seja, daqueles cheios de ideias, em que elas fluem seguidinhas umas às outras), sem nada para fazer, sentados nos bancos do Rossio (na Chança, claro), onde, para piorar a coisa, estava um jovem Lisboeta que vinha sempre passar uns dias de férias à Chança, de Seu nome M…, e cuja voz se assemelhava à do Carlos Cruz, numa quinta-feira à noite, e com uma cabine telefónica ali tão perto???
Está-se mesmo a ver, …ou não?
Condição “Sine qua non”: Sortear o numero de telefone do (in)feliz contemplado.
Um dó-li-tá Chança, Cunheira.
… Cunheira, Claro!! (que sorte – nada tendenciosos).
Por razões que não importam, alguém sabia um número de telefone de alguém. Na ausência de quaisquer outros, aquele servia na perfeição. Após alguns trriiins-trriiins, alguém atende. O pseudó-CC (Carlos Cruz) apresenta-se, e em nome do 1, 2, 3 e do “Cola Cao” informa que “a senhora foi a feliz contemplada com este magnífico automóvel”. Os restantes elementos do grupo, tal público entusiasta, entre gritos, palmas e assobios, desempenharam, na perfeição, o papel que se lhes exigia. Mas as pessoas são muito mal agradecidas. E a senhora lá foi dizendo que nunca enviou qualquer rótulo. O “programa está prestes a terminar”. Que desilusão.
Mas a senhora lembrou-se que uma vizinha costumava enviar os ditos rótulo, e como não tinha telefone, costumava por o número dela. Até aqui não tinha sido referido, nem perguntado, qualquer nome. O Pseudo-CC perguntou se não podia falar, então, com a vizinha. A resposta foi: “ela mora um pouco longe daqui, num monte. Só se o meu marido a for buscar”. “E quanto tempo demora?” perguntou o CC. “Daqui por uma hora já cá está”. O CC, também.
E uma hora depois, novo telefonema. Já havia vizinha. Depois de informada (um azar nunca vem só), a vizinha disse nunca ter enviado qualquer rótulo. Parecia brincadeira – Feitiço contra feiticeiro. “Quem costuma enviar são as minhas irmãs”. Até aqui nada de nomes. “Agora não sei se é da mais velha ou da mais nova”. CC pergunta: “Como Chama-se a mais Velha?” A vizinha lá foi dizendo o nome da mana (não recordo qual). Agora já havia um nome e CC afirma: “é mesmo essa” (caiu do céu). O CC estava a ser convincente. E o que dizer do público. Palmas, assobios, barulho. Magistral. Digno de filme de Hollywood.
Afinal, as expectativas foram superadas, e a coisa chegou a patamares não delineados. Era verão. A fábrica do tomate, a Socindal (acho que era assim), laborava nessa altura e comportava trabalhadores de Chança e Cunheira, entre outros. Claro que a rivalidade levava os Cunheirenses a se gabarem com tamanha sorte do destino.
Na Chança, no dia seguinte, já alguém tinha visto o carro, o dito carro, um Citroen BX de cor vermelha, passar para os lados da Cunheira.
Depois, foi assunto muito badalado durante muito tempo, até que, suponho, ficou esquecido.
Pelo menos até hoje. … um misto de culpabilidade e medo pairou nos tempos seguintes. Ainda, assim: “E tão Felizes que “nós” éramos”.
Por Repórter Z
Se eu participei nisto??? Não sei… não me lembro…
15/08/10
(Também) Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser saud… não sei...
Decorria o ano de 1984 (talvez 1985, ou até mesmo 1986). Não posso precisar ao certo (da próxima vez escrevo no diário).
Nessa altura, aprendi a gostar de um senhor que, semanalmente, entrava em minha casa (e na vossa, também), salvo erro às 2ªs Feiras à noite. Não havia razão para não gostar, tanto mais que dava prémios. Podia ser que algum nos calhasse. A esperança, cada vez mais velha, seria, ainda assim, a última a morrer. Da “Casa Pia”, apenas sabíamos da Sua existência. Confesso que ainda hoje, alheio aos factos em Tribunal, gostaria de acreditar na inocência deste Homem (ou não tivesse aprendido a gostar dele), mas…
É isso mesmo!! Estou a falar (ou melhor, a escrever) do Carlos Cruz, o apresentador do programa 1, 2, 3. E do programa 1, 2, 3, claro. Como muitos se lembrarão, este concurso televisivo, onde participavam, salvo erro, três equipas de dois elementos (casais), e onde uma delas participava no jogo final. Os prémios eram dignos desse nome. Carros, apartamentos, electrodomésticos, etc.. Premiados podiam ser, também, os telespectadores. Neste programa, ou neste concurso – como queiram, a Nutrexpa (passo a publicidade) patrocinava uma parte do mesmo, publicitando um dos seus principais produtos – o “Cola Cao”. Nada mais simples, bastava descolar o rótulo de uma embalagem de “Cola Cao”, escrever no verso o nome, morada e número de telefone, e enviar para “Concurso 1, 2, 3 – Cola Cao – Apartado XXX – 1XXX – Lisboa” – o que eu escrevia nessa altura. Prémios, só mesmo umas pasta de arquivo com elástico, da Cola Cao”, que ainda hoje possuo. Mas o grande objectivo de tudo isto era ficar habilitado ao sorteio de um “magnífico automóvel”. Semanalmente era sorteado um automóvel (um citroen AX ou um Citroen BX), retirando de uma tômbola um envelope com o respectivo rótulo do Cola Cao. Se tudo estivesse ok, seguia-se o telefonema para dar a feliz novidade ao não menos feliz contemplado. Como o programa não era directo, o apresentador salientava sempre que o mesmo era gravado às 5 ªs Feiras à noite, para que todos estivessem atentos ao telefone. Pois é… é aqui que tudo começa…
(continua)
20/12/09
Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade…(finalmente...o fim)
Tenho Saudades … das Festas da Chança. Vão dizer que sou louco. Que não estou bom da cabeça, etc., e que a Chança continua a ter Festas. Pois, … mas eu tenho saudades mesmo é das Festas de antigamente. Aquelas Festas que se realizavam no Ringue. E que enchiam o Largo do Rossio de pessoas. Algumas não entravam (por diversas razões) mas ficavam por ali sentadas nos bancos, nas paredes, nas escadas, em amena cavaqueira, ao som da música de baile e até mesmo da actuação dos artistas. Não os viam, é certo, mas ouviam as suas vozes ao vivo. Lá dentro, tantas vezes com a lotação mais que esgotada (ainda não havia ASAE), amontoavam-se algumas centenas de pessoas, por entre mesas e cadeiras, e até de pé, junto do balcão das bebidas, da quermesse, ou onde quer que houvesse um buraquinho de onde se avistasse o palco. Conseguíamos concorrer com festas de peso, como Ponte de Sôr ou Aldeia da Mata, que eram no mesmo dia. Nunca nos faltou público. Dos artistas, recordo que sempre vinham dos mais conceituados. Nomes como Carlos Paião, Armando Gama, Marco Paulo, Carlos do Carmo, Dino Meira, Lara Li, Ana, Martinho da Vila, Anita Guerreiro, Gabriel Cardoso, e tantos outros se poderiam enumerar. Um deles era quase certo todos os anos. Vinha de borla, e era sempre muito desejado. Não fosse ele um artista da terra. Refiro-me ao Júlio César, que aqui se iniciou no pisar dos palcos, e que sempre voltou por prazer. Durante muitos e muitos anos, as Festas da Chança traziam, anualmente, muita alegria e diversão ao centro da Aldeia. Para que tudo isto fosse possível, a comissão de festas, formada por um grupo de pessoas ligadas à Terra, por vezes apenas por uma pessoa (caso da Maria Gertrudes), levavam a cabo algumas actividades para angariar uma primeira base financeira. Bailes durante o ano e o peditório da colcha pelas ruas, porta a porta, asseguravam um pé-de-meia. Depois cerca de uma semana antes começava a grande azáfama, preparar o recinto. Para além da comissão de festas, muita gente se juntava para dar uma ajuda. Montar o palco, montar o bar, montar a barraquinha da quermesse, dispor mesas e cadeiras e, principalmente, a vedação. Era preciso erguer postes de pau de 4 em 4 / 5 em 5 metros e pregar-lhe os panos. Tantos buracos se tinham que abrir com picareta e alavancas de ferro. Depois colocava-se o poste e enchia-se o buraco com pedras e terra, tudo bem apertado pela alavanca. Que trabalhão. Ainda ajudei muitas vezes nestas tarefas. E tudo se fazia. Havia que fazer até ao último instante, mas tudo estava pronto a tempo e horas. Saliente-se que o Largo do Rossio era de terra batida. Hoje o pavimento do ringue é todo uniforme, dança-se com certeza melhor. Hoje o ringue tem uma mini bancada com duas ou três filas o que permite acolher de forma mais digna aqueles que antigamente se sentavam numa simples parede. Hoje o ringue tem, por trás da baliza Norte, uma plataforma fixa nivelada, em cimento, onde facilmente se podem colocar estrados de madeira para o palco, evitando, assim, o recuso a cavaletes de madeira ou a bidões metálicos, muito mais difíceis de nivelar e muito menos seguros. Hoje o ringue tem uma vedação completa em rede metálica. Tão fácil que é proceder à vedação do recinto. Hoje o largo do rossio é todo calcetado, tem mais bancos, mais zona verde. Está mais acolhedor. Não consigo perceber o porquê de fazer as Festas da Chança no campo de futebol, em terra batida, com tanto pó, longe do centro e num local sem qualquer beleza. A não ser pela razões que descrevi anteriormente (dar uso a estas instalações – campo de futebol, balneários, holofotes e afins). Não admira, pois, que a sua qualidade e afluência tenha vindo a diminuir ao longo dos últimos anos. Pessoalmente, não acho piada, nem razão de ser. E o ringue? Para que serve? Algum dia mandam fazer uma redoma de vidro à volta e transformam-no em peça de museu. Assim, é certo, não se estraga. Se temos algo bom e não serve para nada, para quê ter? E depois, se a pintura do chão se riscar, pinta-se outra vez. Saliente-se que foi, talvez, a primeira vez que a Junta de Freguesia gastou alguma verba com esse recinto. Ironia das ironias, tudo, ou quase tudo, do que lá estava foi oferecido pelas mais diversas comissões de festas, que para ali canalizavam, todo ou em parte, o lucro das mesmas. Até a mão-de-obra, na sua maioria, não era paga. Tudo, ou quase tudo, foi feito pela mão de alguns populares. Por favor, devolvam as Festa da Chança ao local onde sempre pertenceram. Ao local que, mais do que qualquer outro, pertence ao povo de Chança. Devolvam alegria ao Largo do Rossio. Que tristeza, nos tempos de hoje, e em dia de Festa, passar pelo largo do Rossio e não ver “viva alma”. Dói o coração. Antigamente não era assim. E tão Felizes que Nós éramos…
Saudades, … destas e de outras!!! E Vós? Não tendes Saudades?
Sou apenas um pchardeco. Daqueles que o São com orgulho…
Por repórter Z.
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