20/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade…(finalmente...o fim)

Tenho Saudades … das Festas da Chança. Vão dizer que sou louco. Que não estou bom da cabeça, etc., e que a Chança continua a ter Festas. Pois, … mas eu tenho saudades mesmo é das Festas de antigamente. Aquelas Festas que se realizavam no Ringue. E que enchiam o Largo do Rossio de pessoas. Algumas não entravam (por diversas razões) mas ficavam por ali sentadas nos bancos, nas paredes, nas escadas, em amena cavaqueira, ao som da música de baile e até mesmo da actuação dos artistas. Não os viam, é certo, mas ouviam as suas vozes ao vivo. Lá dentro, tantas vezes com a lotação mais que esgotada (ainda não havia ASAE), amontoavam-se algumas centenas de pessoas, por entre mesas e cadeiras, e até de pé, junto do balcão das bebidas, da quermesse, ou onde quer que houvesse um buraquinho de onde se avistasse o palco. Conseguíamos concorrer com festas de peso, como Ponte de Sôr ou Aldeia da Mata, que eram no mesmo dia. Nunca nos faltou público. Dos artistas, recordo que sempre vinham dos mais conceituados. Nomes como Carlos Paião, Armando Gama, Marco Paulo, Carlos do Carmo, Dino Meira, Lara Li, Ana, Martinho da Vila, Anita Guerreiro, Gabriel Cardoso, e tantos outros se poderiam enumerar. Um deles era quase certo todos os anos. Vinha de borla, e era sempre muito desejado. Não fosse ele um artista da terra. Refiro-me ao Júlio César, que aqui se iniciou no pisar dos palcos, e que sempre voltou por prazer. Durante muitos e muitos anos, as Festas da Chança traziam, anualmente, muita alegria e diversão ao centro da Aldeia. Para que tudo isto fosse possível, a comissão de festas, formada por um grupo de pessoas ligadas à Terra, por vezes apenas por uma pessoa (caso da Maria Gertrudes), levavam a cabo algumas actividades para angariar uma primeira base financeira. Bailes durante o ano e o peditório da colcha pelas ruas, porta a porta, asseguravam um pé-de-meia. Depois cerca de uma semana antes começava a grande azáfama, preparar o recinto. Para além da comissão de festas, muita gente se juntava para dar uma ajuda. Montar o palco, montar o bar, montar a barraquinha da quermesse, dispor mesas e cadeiras e, principalmente, a vedação. Era preciso erguer postes de pau de 4 em 4 / 5 em 5 metros e pregar-lhe os panos. Tantos buracos se tinham que abrir com picareta e alavancas de ferro. Depois colocava-se o poste e enchia-se o buraco com pedras e terra, tudo bem apertado pela alavanca. Que trabalhão. Ainda ajudei muitas vezes nestas tarefas. E tudo se fazia. Havia que fazer até ao último instante, mas tudo estava pronto a tempo e horas. Saliente-se que o Largo do Rossio era de terra batida. Hoje o pavimento do ringue é todo uniforme, dança-se com certeza melhor. Hoje o ringue tem uma mini bancada com duas ou três filas o que permite acolher de forma mais digna aqueles que antigamente se sentavam numa simples parede. Hoje o ringue tem, por trás da baliza Norte, uma plataforma fixa nivelada, em cimento, onde facilmente se podem colocar estrados de madeira para o palco, evitando, assim, o recuso a cavaletes de madeira ou a bidões metálicos, muito mais difíceis de nivelar e muito menos seguros. Hoje o ringue tem uma vedação completa em rede metálica. Tão fácil que é proceder à vedação do recinto. Hoje o largo do rossio é todo calcetado, tem mais bancos, mais zona verde. Está mais acolhedor. Não consigo perceber o porquê de fazer as Festas da Chança no campo de futebol, em terra batida, com tanto pó, longe do centro e num local sem qualquer beleza. A não ser pela razões que descrevi anteriormente (dar uso a estas instalações – campo de futebol, balneários, holofotes e afins). Não admira, pois, que a sua qualidade e afluência tenha vindo a diminuir ao longo dos últimos anos. Pessoalmente, não acho piada, nem razão de ser. E o ringue? Para que serve? Algum dia mandam fazer uma redoma de vidro à volta e transformam-no em peça de museu. Assim, é certo, não se estraga. Se temos algo bom e não serve para nada, para quê ter? E depois, se a pintura do chão se riscar, pinta-se outra vez. Saliente-se que foi, talvez, a primeira vez que a Junta de Freguesia gastou alguma verba com esse recinto. Ironia das ironias, tudo, ou quase tudo, do que lá estava foi oferecido pelas mais diversas comissões de festas, que para ali canalizavam, todo ou em parte, o lucro das mesmas. Até a mão-de-obra, na sua maioria, não era paga. Tudo, ou quase tudo, foi feito pela mão de alguns populares. Por favor, devolvam as Festa da Chança ao local onde sempre pertenceram. Ao local que, mais do que qualquer outro, pertence ao povo de Chança. Devolvam alegria ao Largo do Rossio. Que tristeza, nos tempos de hoje, e em dia de Festa, passar pelo largo do Rossio e não ver “viva alma”. Dói o coração. Antigamente não era assim. E tão Felizes que Nós éramos…
Saudades, … destas e de outras!!! E Vós? Não tendes Saudades?
Sou apenas um pchardeco. Daqueles que o São com orgulho…
Por repórter Z.

18/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade… (está quase...)

Tenho Saudades … era velhinha, bem sei, mas morreu. Morreu, há poucos anos, aquela que era um dos símbolos mais marcantes da nossa terra. Onde estarão hoje os restos “mortais” dela? Sempre que lá passo, parece que ainda a vejo. Mas já lá não está. A Nossa querida “Cascata” deu lugar a um simples mini lago, igual ou parecido a tantos outros. Talvez estivesse a precisar de um restauro. Os anos já pesavam. Mas não merecia ser trocada. Tal como nas Obras Públicas Nacionais, talvez aqui o poder local tenha arranjado maneira de dar mais uns trocos a algum empreiteiro (local ou não), que talvez tivesse pouco serviço. Juro que não sei quem fez a obra, pelo que não se trata de apontar o dedo a ninguém. Nas noites de conversa até fora de horas nos bancos do Rossio, envoltas num imenso silêncio, só de vez em quando quebrado pelo “estardalhaço” oriundo da velhinha Cascata, quando um dos cágados que lá habitavam, estando num patamar já avançado da sua subida, calculava mal o próximo passo e … lá vinha ele recomeçar a corrida do ponto zero (regras são regras). O barulho da sua carapaça a bater nas pedras que formavam aquela “torre” Cónica com pouco mais de dois metros de altura, embelezada pelo escorrer da água desde o topo até à base, e ornamentada por alguma vegetação que crescia por entre as pedras, dava origem a uma pausa nas conversas, algumas risadas e até apostas de qual a carapaça que se estatelou (o cágado maior? Ou qual dos outros?). Se não podemos viver sem a nossa Cascata???!! Podemos. Mas não é a mesma coisa. Coisas tão simples. E tão Felizes que Nós éramos… , RepórterZ

15/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade… (Continua)

Tenho Saudades … do tempo em que, desde que o tempo o permitisse, lá esvamos nós, tantas vezes ainda pela hora do calor, a começar o nosso jogo da bola. Em tempo de aulas, era chegar, pousar os livros na parede do “Ringue”, formar uma equipa e comunicar às outras duas que também queríamos jogar. “Ok, começa agora. Acaba aos dois”. E nós cá de fora a rezar para haver golos depressa. Também estávamos ali para jogar. Hoje não sei se ainda se pode jogar à bola, até porque jogadores deve haver muito poucos. Voltando atrás, por volta das oito da noite, lá íamos todos jantar. Não podíamos demorar. O dever chamava-nos, e o reencontro estava já marcado. Nas férias, depois do jantar, a “jogatana” ia para além da meia-noite, tantas vezes até perto da uma da manhã. Pois é, no outro dia era dia de trabalho (pelo menos para alguns), mas também, naquela idade a malta aguentava bem. Nesse tempo a malta comia muito mais e ninguém engordava. Muitas calorias ficaram espalhadas naquele chão. Outras vezes era a “Menina Pimenta” (presidente da Junta) que queria a chave do quadro da luz. Também ela se queria deitar, e a Junta também não era rica e alguém tinha que pagar a luz. O pior era quando a “Pimenta”, por alguma razão, não estava. E tanta falta que aquela chave nos fazia. Havia ainda os torneiros organizados de futebol salão, que para além das equipas locais, trazia, nas noites quentes de Verão – 6ªs, Sábados e Domingos, equipas das redondezas e muitos apoiantes das mesmas. Hoje o “Ringue” tem melhores condições. É mais largo, tem vedação toda à volta, pavimento uniforme, e até uma mini bancada. Pois é, só falta mesmo haver futebol, ou outro qualquer desporto. Pelo menos temos um “polivalente” como novo. Quem sabe, talvez para museu. Sei o que digo. Lá voltaremos. Nós, ainda não tínhamos isto tudo. E tão felizes que Nós éramos…
Tenho Saudades … das conversas em noites frias de Outono (já referidas neste blog), mas também de todas as outras, em qualquer outra noite. Sabiam muito bem todas elas. Recordo com particular agrado aquelas em tempo de férias, após a “Menina Pimenta” levar a chave, e darmos por acabada a jogatana. Molhados que nem uns pintos, aproveitávamos para encher a barriga de água no repuxo, e ficarmos por ali, sentados nos bancos do Rossio a secar o suor (não era fácil convencer os pais que era normal tomar banho àquela hora), e a contar anedotas, ou a comentar o presente e a conjecturar o futuro daquela terra. Uma crítica não tem que ser destrutiva, e era isso que fazíamos, apenas crítica. Idealizávamos um futuro melhor para a Chança. Simultaneamente, sabíamos o que queríamos, mas também antevíamos a impossibilidade de o pôr em prática. Tínhamos a noção que, dificilmente, o nosso futuro seria ali. Com tantas incertezas, e com a quase certeza que nada poderíamos fazer. E tão Felizes que Nós éramos…, por RepórterZ

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade… (Continua)

Tenho Saudades … do tempo em que a TV (RTP 1 e RTP 2 – as únicas nesse tempo) não transmitiam futebol 24 horas por dia. Era muito raro ver-se um jogo em directo, pelo que, quando acontecia, era um “acontecimento”. Nessa altura, nem todos tinham televisão a cores. Mais uma razão para ir até ao café (ao da junta, principalmente) ver o futebol com os amigos – e sempre se via a cores. Quer fosse de confrontos Nacionais, em que cada um puxava a brasa à sua sardinha (clube), quer fossem jogos da Selecção Nacional, onde todos gritavam ao mesmo tempo e para o mesmo lado, a emoção já mais faltava naquela hora e meia. No final, nem sempre feliz para alguns, lá se discutiam os lances polémicos, e se diversificavam as opiniões. Mas uma coisa era certa, após uma mini ou duas, e tantas vezes uma “jogatana” de Snooker ou Bilhar, lá estávamos nós a suspirar pela próxima vez. E tão Felizes que Nós éramos…, por RepórterZ

12/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade…(2ª parte)

Tenho Saudades … das tardes de domingo em que era quase obrigatória a romaria até às traseiras do cemitério. Não estão a ver o porquê, claro. Se bem se lembram, era lá que se situava o antigo campo de futebol. E a Chança, nessa altura, tinha uma Equipa. Tínhamos um excelente “ervado”, capaz de fazer inveja a alguns relvados. Pena era que ficava longe da “Vila” e até os jogadores tinham que vir tomar banho à Casa do Povo. Mas arrastava uma pequena multidão, e era ver no final do jogo cada um a procurar uma boleia, ou simplesmente vir pendurado na “rabeira de uma camioneta ou de um reboque de tractor. Pois é… é que vir para cima custava mais, e o fôlego já se tinha esgotado a chamar nomes (feios) ao árbitro. Só anos mais tarde transformaram a “eira do cabeço” no novo e actual campo de futebol. Pelado, é certo, mas logo ali ao lado do bairro novo. Ainda por cima com boas instalações balneares. Só não tinha iluminação artificial, o que impossibilitava treinos à noite. Como os jogadores (os da Chança e os de fora que lá jogavam) trabalhavam durante o dia, só se encontravam mesmo ao domingo para jogar. Com treinos, acho que podíamos ter tido outros resultados. Agora que falo (escrevo) nisto, lembro-me que já temos iluminação artificial no campo de futebol. Lá estão os postes com os tão, outrora, desejados holofotes. Pena que quando foram instalados já não havia futebol. Se calhar por isso, a obrigatoriedade de realizar lá outros eventos. Festas, por exemplo. Assim, sempre lhe dão uso e testam o equipamento. Mas disto falo mais à frente… E tão Felizes que Nós éramos…, por RepórterZ.

A propósito desta primeira intervenção do Repórter Z

A Escola Primária é um marco nas nossas vidas. Assim como a maioria das pessoas, as primeiras recordações que tenho como pessoa, são da Escola Primária. Sejam boas ou sejam más.
No nosso caso, como Chancences, essas recordações remetem-nos para um edifício, para um grupo de amigos ou para um tempo que já não volta. 
Assim como a minha geração recorda a actual escola apenas com três salas, o gradeamento de cimento meio caído, as palmeira recém plantadas, a construção das caixas de areia, os passeios furtivos ao Ribeiro do Caneirão, as primeiras paixões... Os nossos pais recordam certamente, a escola velha, meninos para um lado e meninas para o outro, o exame da 4ª Classe em Alter do Chão, por aí fora. 
Será sempre um exercício individual que nos trás alguma nostalgia e que faria certamente ficar por aqui algumas horas na conversa.


Queria apenas deixar aqui uma palavra de agradecimento muito especial à professora Maria Ana, que o Repórter Z mencionou. 
Foi a minha primeira professora e tive a sorte de a voltar a ter na 3ª Classe. 
Era bonita, simpática, com voz doce e um sorriso sempre nos lábios. 
Era do Crato onde talvez ainda more. Ficava na casa do Dr. Fortes durante a semana, onde actualmente mora a Pimenta. Mais tarde encontrava-a, algumas vezes, na camioneta entre o Crato e Portalegre. 
Obrigado por tudo professora Maria Ana.

09/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade… por Repórter Z

Tenho Saudades … da escola primária (a de há 30 e tal anos atrás). 
Já não sou do tempo da “escola velha” (actualmente o edifício da Junta), nem fui dos primeiros da nova, mas recordo com saudade aquela escola com rés-do-chão e primeiro andar do lado da “Casa de Bragança”, onde funcionavam as duas salas de aulas. 
Do lado da “Vila”, só existia rés-do-chão, sala que funcionava como armazém de carteira (para quem não sabe, era o nome que se dava ao monobloco de secretária inclinada e banco corrido onde se sentavam dois alunos – colegas de carteira) e refeitório (tenho uma vaga ideia que alguns alunos lá almoçavam – principalmente os da estação, que levavam “farnel”). Relembro aquelas palmeiras, que nessa altura tinham pouca altura, onde as folhas saiam ainda do chão. Ainda não tinham tronco, também elas eram novinhas “em folha”. Relembro o pau (ferro) da bandeira onde fazíamos disputas para ver quem conseguia trepar mais alto. 
Relembro o tradicional gradeamento de cimento que caracterizava todas as escolas, onde todos aprendíamos a saltar “à Toureiro” e onde começámos a treinar o nosso equilíbrio, caminhando sobre ele. 
Leccionavam, nessa altura, os professores da Chança (não havia as mudanças dos tempos actuais), D. Maria Ana Cruz Cordeiro (excelente pessoa e professora), e o professor António Jorge Grilo Eusébio, o qual tive a sorte, ou a felicidade, por nunca ter sido meu professor. Aquela que usava e abusava da régua – Marí Balbina, como era conhecida – e que chegou a partir a cana na cabeça dos alunos (outros tempos, se fosse hoje…). E tão Felizes que Nós éramos… 


(continua...)

08/12/09

Repórter Z

Hoje fui contactado, via email, por um novo colaborador.
Auto-denominou-se Repórter Z.
O conteúdo da mensagem foi um longo texto e nostálgico, como se está a revelar a minha geração. 
Como disse o texto é muito longo e como tal, vou publicá-lo por capítulos. Isto é, vou dividi-lo em três parte. 
Obrigado Repórter Z.
Manda mais que a malta agradece.

Finalmente fui à Chança.

Finalmente fui à Chança. 
Estava uma bocadinho de frio. Mas aquele frio que tenho saudades. Um frio que se sente nos ossos. 
Sabe-me bem vestir dois casacos ou uma camisola interior sem sentir calor logo a seguir.
Com um fim-de-semana de chuva consegui ver um bocadinho de Sol.
Os campos estão verdes. Bonitos. 
Foi tudo muito rápido mas encheu-me os pulmões. E a alma.
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A principal novidade: já começaram as obras na variante à Ponte Vila Formosa. 
Foi passeio obrigatório. 
É verdade que me chocou a alteração à paisagem que estava habituado há tantos anos. Mas quero acreditar que só agora começou o futuro da velha ponte.
Espero vê-la como património nacional, que é. Com dignidade. 
Seja bem vinda ponte nova. Obrigado ponte velha. 

05/12/09

Este mundo é realmente muito pequeno.

Este mundo é realmente muito pequeno. 
Por muitas vezes ouvimos esta expressão, quando encontramos alguém que não estávamos à espera, ou num lugar pouco provável. 
Também usamos esta expressão quando conhecemos alguém que conhece alguém que que por sua vez conhecia alguém que eventualmente se terá relacionado com uma pessoa que conhecemos ou com alguém que nós conhecemos por sua vez conhece. Com este método, conseguimos, realmente unir um mundo inteiro. 
Mas há outras situações que a única coisa que nos saí da boca é:
- Este mundo é mesmo muito pequeno!
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A noite passada aconteceu uma dessas situações.
Normalmente quando falo da Chança, falo com a convicção de que ninguém  saiba do que estou a falar (a não ser os meus amigos que já estão habituados a que eu me refira à minha terra pelo nome). 
Mas no noite passada aconteceu algo de estranho. Eu disse: "Vou à Chança este fim-de-semana" e uma colega de trabalho disse "Você é da Chança?". Ao que eu respondi "Sim!? Porquê? Você conhece???"
Não é que a rapariga não só conhecia a Chança, como já tinha passado férias em casa de umas pessoas conhecidas, isto há uns anos. 
- Se calhar até brincamos juntos - brinquei. 
Mas talvez não estarei muito longe da verdade. 
Depois não tive oportunidade de apurar quem eram as pessoas amigas que viviam na Chança. Ela só me disse que eram em casa do Sr. Manel.
Prometo que investigarei este caso. 
Talvez a moça até tenha partido alguns corações e algum Pchadeco ainda sonhe com ela.
Este mundo é realmente muito pequeno.

25/11/09

Grandes conversas em noites frias de Outono

As noites de Verão eram passadas nos bancos do Rossio, ou a jogar à bola, ou metidos em aventuras mais ou menos interessantes.
Mas quando chegava o Outono, as noites ainda eram maiores, o que possibilitava conversas mais longas, já com a garganta a picar e os pés a arrefecer dentro das botas. 
Falávamos de muita coisa, desde o mais aceso debate de futebol, ao mais metafísico assunto sobre a origem do Universo. A vida extraterrestre, os professores e as colegas de escola, esoterismo, religião tudo era possível em conversas fora de horas. E no outro dia era dia de escola e a camioneta era imperativamente às 7. 

Hoje recebi um telefonema de um amigo que não vejo à já muito tempo. 
Em 5 minutos de conversas, recordei aquelas noites frias e grande conversas sobre o nosso mundo. 
O mundo agora está diferente. Diferente porque mudou. Diferente porque nós mudamos. 
Mas o sentido daquelas conversas permanece intacto. Naquela altura era tudo muito nítido. Ou era preto ou era branco. Gostava de ter tantas certezas hoje como tinha naquela altura. 

Desculpem lá o desabafo.

Mas é bom recordar velhos amigos.   

10/11/09

XXVI Festa do Castanheiro/ Feira da Castanha em Marvão

Agenda:

Dia 14 e 15 de Novembro

XXVI Festa do Castanheiro/ Feira da Castanha em Marvão

Um acontecimento com mais de um quarto de século, que atrai milhares de visitantes à bela Vila de Marvão.
Castanhas assadas e vinho da região são as principais atracções. 
Podemos também encontrar mais de 80 expositores com o artesanato da região.



13ª Festival Internacional BP Gás Balões de Ar Quente

Agenda:

Continua até ao próximo dia 15, o 13ª Festival Internacional BP Gás Balões de Ar Quente em Alter do Chão e Fronteira. Balões de todas as cores vão cobrir os céus alentejanos e por toda a gente de olhar para o ar.



                                                                                                      
          

09/11/09

Notícias de última hora: Queda de paramotor em Alter do Chão.

Segundo informações avançadas pela agência Lusa, ocorreu esta manhã um acidente na localidade de Alter do Chão com a queda de um paramotor, causando dois feridos.

O aparelho perdeu o controlo na descolagem e ficou preso num poste de electricidade provocando uma queda de cerca de 3 metros.

As vítimas são um casal de jornalista de nacionalidade francesa que estava no local para fazer um reportagem fotográfica sobre o 13º Festival Internacional BP de Balões de Ar Quente a decorrer de hoje até ao próximo dia 14 de Novembro nas localidades de Alter do Chão e Fronteira.

Fonte Lusa

07/11/09

Alto Alentejo, Unsung but Not for Long

No site da conceituado revista The New York Times, podemos encontrar um artigo muito interessante sobre o Alto Alentejo. Encontramos este artigo na secção de viagens do site, onde encontramos um relato de um tal Doug Smith, sobre esta região, as suas paisagens e a sua gastronomia. Acabou por comprar uma herdade em Campo Maior e resolveu agora divulgar a região que o apaixonou. Podemos ler o artigo na integra em http://travel.nytimes.com/2009/11/08/travel/08next.html?pagewanted=1&ref=travel  Foto by João Pedro Marnoto for The New York Times

03/11/09

Dificuldades técnicas



Pedimos desculpas por esta interrupção. 
Dificuldades técnicas impedem-nos prosseguir como desejaria-mos.
Voltaremos dentro de momentos.

DELPHI

A multinacional americana DELPHI, vai despedir cerca de 430 trabalhadores. Segundo a agência LUSA, os operários já começaram a receber cartas de despedimento.
Mais um duro golpe para a nossa região, cujo futuro se vê cada vez mais ameaçado, com a desertificação do interior.
Muitas famílias irão passar um mau bocado. Esperamos que surjam alternativas e que não faltem apoios para ajudar os mais necessitados.
Enviamos daqui uma palavra de incentivo para que não desistam, e que a adversidade possa ser um estímulo ao empreendedorismo (palavra muito na moda).
Não desistam e lutem pelo vosso futuro.

01/11/09

Florest in a bottle

O Repórter X também está de volta!
E deixou-nos um pista preciosa. 
A BBC esteve no nosso Alentejo onde realizou um espectacular documentário sobre o montado e a vida selvagem na nossa região. 
Este documentário passou na SIC, quase despercebido.
Aqui fica o documentário na integra, para quem não viu ou para quem quiser rever.


Obrigado Repórter X. 



Documentário: "Forest in a Bottle" from EcoLogicalCork.com on Vimeo.

Filipe Campos campeão nacional e ibérico


"Foram vários os vencedores nesta 23ª edição da Baja BP Ultimate Portalegre 500. Do público, que compareceu aos milhares, às equipas participantes e, claro, aos pilotos consagrados. No final de dois dias de intensa competição na planície alentejana, Filipe Campos é o piloto com mais razões para sorrir, já que depois de ontem ter ajudado a confirmar a X-Raid GmBh como vencedora do campeonato por equipas, hoje, finalmente, juntou-lhe o terceiro título nacional e, prenda adicional, a vitória na Troféu Ibérico."



Filipe Campos campeão nacional e ibérico
- Boris Gadasin vence Taça Internacional FIA de Bajas
- Jaume Collelldevall impõe-se no campeonato espanhol


30/10/09

23ª Baja Portalegre 500

Realiza-se este fim-de-semana, entre 29 a 31 de Outubro, a 23ª Baja Portalegre 500 a contar para o Campeonato de Portugal e a quarta etapa do Troféu Ibérico de TT. 
Uma prova com história neste região, que marca o início do TT em Portugal. 

Esta prova é dedicada à memória do recém falecido José Megre, o grande impulsionador do TT em Portugal.
Para informações mais detalhadas consulte o site da prova.
 
http://www.bajaportalegre500.com/ 


O Jaquim das Minas

A propósito do post Externato Diogo Mendes de Vasconcelos, recebi hoje um comentário que revela o nome do falado professor de Matemática e Físico-química.
Era o Jaquim das Minas, também conhecido por Mineiro.
Tenho a ideia que era uma pessoa bastante pacífica, penado muitas vezes, nas mãos dos alunos mais ousados. 

Aqui fica um abraço p'ro Jaquim das Minas.


O Chançablog mudou.

O Chançablog mudou.
Mudámos o template para um visual mais moderno e apelativo, e com novas funcionalidade.

Mas para isso fomos obrigados a mudar o endereço.
não estamos em "vilaformosa.blogspot.com", mas sim em chancablog.blogspot.com. Podem guardar este endereço nos vossos favoritos, porque o link antigo vai desaparecer. 
Se tentarem aceder ao link antigo, serão redireccionados para o link actual.

28/10/09

Cavalariça da Chancelaria

Sendo a nossa terrinha bastante pequena, e com cada vez menos habitantes, acho que devemos dar valor aquilo que temos.
É verdade que quando falamos em cavalos nos lembramos imediatamente de Alter. 
E as rivalidade antigas não nos deixam olhar para a sede de concelho como um motivo de orgulho. Antes pelo contrário - nenhum pchardeco conseguiu evitar um sorriso maroto ou mesmo uma sonora gargalhada quando viu uma vizinha Alterense fazer má figura no Preço Certo (ver Nhé).

Mas apesar de pequena, a nossa terra tem algumas motivos de interesse para oferecer.
Assim, para que quiser visitar esta bela localidade, tem ao seu dispor a Cavalariça da Chancelaria
Tem ao seu dispor serviços como: alojamento, restaurante, bar, passeios a cavalo, lições de equitação e piscina. 




23/10/09

Inauguração do Lar de Stº Estevão

Foi inaugurado no passado dia 17 o Lar da Terceira Idade de Chança.
Finalmente! 
Era um desejo antigo e uma necessidade desta população.
Foi um processo longo e nem sempre pacífico, mas o que fica é a obra. 
Agora temos à nossa disposição um serviço que todos podemos vir a necessitar uma dia.
O evento ficou assinalado por uma grande almoçarada, com muitos convidados.
A descrição pormenorizada do evento pode ser encontrada em http://cronicadoplanalto.blogspot.com/.


Para finalizar quero deixar uma palavra de apreço ao Presidente da Junta que acaba de terminar os seus mandatos. 
Com todas as suas virtudes e defeitos, terá sido o Presidente com mais obra feita desde o 25 de Abril. 


Ao Sr. Jorge Calado, o muito obrigado e votos de um bom trabalho na sua missão como Presidente do Lar de Stº Estevão


Nota: Acho que devia inscrever-me já.

19/10/09

Revista Pormenores - Conhecer e compreender melhor o Alentejo

No outro dia recebi um comentário de alguém que pretendia divulgar uma revista editada em Portalegre. 
Fiquei curioso. Ainda não consegui encontra-la nas bancas.
Mas pelo que pude ver no "site" oficial (www.pormenores.pt) estamos perante uma revista com muita qualidade quer graficamente, quer a nível de conteúdos.
Podem conhecer mais no blog da revista em http://blog.pormenores.pt/.


Ah! Parece que estão com dificuldades financeiras para continuar o bom trabalho.
Quando vir uma nas bancas vou compra-la.

Umbigo

Uma coisa que devemos respeitar são os amigos. 
Durante a nossa caminhada de 4 anos e tal fizemos alguns "amigos", apesar de virtuais. Foram amizades passageiras, mas muitos importantes para nos motivar a seguir em frente. 
Perfeitos estranhos ou talvez não, que por uma ou outra razão, comentaram, divulgaram ou simplesmente visitaram a nossa página.

Alguns já desistiram, outros continuam por aí, a blogar.
Foi muito engraçado quando um blog da Ponte de Sôr nos referenciou pela primeira vez.

Tivemos pena quando o "Em Portalegre cidade" encerrou as portas.

Seguimos atentamente as polémicas do Vila Formosa.
Nós seguimos em frente.
Deixaremos de olhar só para o nosso umbigo e olhar em redor e apreciar uma das mais belas regiões de Portugal.

Mais Chanças

O último post ficou muito incompleto. Com mais uma pesquisa rápida pela Internet, descobri outra Chanca, também sem cedilha, perto de Condeixa-a-Nova. 
Também não podia deixas de falar do Rio Chança.

"O Rio Chança é um rio afluente do rio Guadiana, localizado na margem esquerda deste, demarcando a fronteira entre Portugal e a Espanha, praticamente desde a nascente até à foz.
Nasce na Espanha, na serra de Aroche, delimita a fronteira a partir da chamada serra do Ficalho ou serra da Adiça, nas imediações de Vila Verde de Ficalho, desaguando no rio Guadiana a jusante do Pomarão.
Sobre as suas águas, foi inaugurada, em 26 de Fevereiro de 2009, a Ponte Internacional do Baixo Guadiana. Esta veio aproximar a localidade portuguesa de Pomarão da localidade espanhola de El Granado, situadas em margens opostas do rio. A montante desta ponte, encontra-se a barragem do Chança, inaugurada em 1985."[fonte Wikipédia]
 

18/10/09

Chancelarias

Soube há pouco tempo que alguns Chancences tinham ido numa excursão a uma localidade chamada de Chancelaria. Esse passeio foi organizado no âmbito de um intercâmbio entre as populações de duas localidades homónimas. 
Chancelaria (a outra) fica para os lados de Torres Novas. Este é o seu brasão:


 








Mas para completar esta informação, devo acrescentar que existe para os lados de Mafra uma terrinha chamada Chanca. Assim mesmo. Sem cedilha. 

17/10/09

15º Circuito de BTT do Norte Alentejano em Chança

Realizou-se no passado dia 30 de Agosto de 2009 a primeira prova do 15º Circuito de BTT do Norte Alentejano na localidade de Chança.
Nesta prova participaram 360 atletas, provando, mais uma vez, as excelentes características que a nossa terra possui, para a prática desta e de outras modalidades. Assim como para a realização de outros eventos e outras actividades. 
Basta para isso empenho e solidariedade para um bom futuro para a Chança.
Aqui fica o link das fotografias publicadas por um site de fotografia digital.


http://zooooom.com.pt/galeria/desporto/bttnortealent09/chanca/

Ainda não é desta que fechamos o estaminé

O Chançablog esteve muito tempo parado. Quase a beira da extinção. Mas é engraçado que apesar de não haver novidades há mais de 1 ano, continuo a receber alguns comentários a post antigos. Quer isso dizer que as pessoas, sobretudo os pchardecos, continuam a procurar um elo com a nossa terra.
Sei que durante algum tempo, este espaço era uma referência para muitos que vinham aqui para matar saudades e saber algumas novidade. Inclusive gerou alguns debates entre Chancences. 
Mas quem não aparece esquece e isso pode ter acontecido com este espaço. Mas custa-me encerrar um dos poucos meios que os Chancences tem ao seu dispor para divulgar as coisas da nossa terra.
Então decidi mais uma tentativa. Actualmente existem muitas ferramentas que permitem maior facilidade de interacção com todos os nossos fregueses.
Brevemente estaremos no Facebook, no Twitter, no Hi5, e onde for preciso para todos poderem ajudar a divulgar a Chança.

Prometo novidades para breve.


Olsec