09/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade… por Repórter Z

Tenho Saudades … da escola primária (a de há 30 e tal anos atrás). 
Já não sou do tempo da “escola velha” (actualmente o edifício da Junta), nem fui dos primeiros da nova, mas recordo com saudade aquela escola com rés-do-chão e primeiro andar do lado da “Casa de Bragança”, onde funcionavam as duas salas de aulas. 
Do lado da “Vila”, só existia rés-do-chão, sala que funcionava como armazém de carteira (para quem não sabe, era o nome que se dava ao monobloco de secretária inclinada e banco corrido onde se sentavam dois alunos – colegas de carteira) e refeitório (tenho uma vaga ideia que alguns alunos lá almoçavam – principalmente os da estação, que levavam “farnel”). Relembro aquelas palmeiras, que nessa altura tinham pouca altura, onde as folhas saiam ainda do chão. Ainda não tinham tronco, também elas eram novinhas “em folha”. Relembro o pau (ferro) da bandeira onde fazíamos disputas para ver quem conseguia trepar mais alto. 
Relembro o tradicional gradeamento de cimento que caracterizava todas as escolas, onde todos aprendíamos a saltar “à Toureiro” e onde começámos a treinar o nosso equilíbrio, caminhando sobre ele. 
Leccionavam, nessa altura, os professores da Chança (não havia as mudanças dos tempos actuais), D. Maria Ana Cruz Cordeiro (excelente pessoa e professora), e o professor António Jorge Grilo Eusébio, o qual tive a sorte, ou a felicidade, por nunca ter sido meu professor. Aquela que usava e abusava da régua – Marí Balbina, como era conhecida – e que chegou a partir a cana na cabeça dos alunos (outros tempos, se fosse hoje…). E tão Felizes que Nós éramos… 


(continua...)

2 comentários:

Olsec disse...

Lembro-me com alguma nostalgia de tudo o que foi referido.
Queria, contudo, fazer uma especial referência ao gradeamento de cimento que circundava todo o recinto.
Foi num salto acrobático para ir buscar a bola que parti o braço direito. Claro que foi uma romaria de cachopos a acompanhar-me a casa.
Eu por acaso tive o professor Eusébio na Segunda Classe (era assim que se chamava) e não tive quaisquer razões de queixa. É verdade que a fama o precedia, mas talvez também fosse mais fama que proveito. Só o vi bater uma vez num aluno. Era o filho.

Obrigado Repórter Z pela primeira colaboração.

Reporter Z disse...

É verdade olsec, agora que falas nisso, lembro desse teu braço partido, só que pensava que tinha sido num daqueles salto à super homem que tu costumavas dar. Já agora, por certo que onde se lê "Aquela que usava e abusava", o Reporter Z devia querer dizer "Aquele que usava e abusava".
Fica o reparo. E posso-te dizer, Olsec, que no nosso tempo já era um pouco diferente. Foi até nessa altura que, pela primeira vez, um pai se revoltou e chegou quase a vias de facto com ele. Foi um homem da Nossa Terra que se chama Joaquim. Mas garanto que todos aqueles que têm agora entre 46 e 50 anos podem confirmar a versão do Reporter Z. Um abraço para todos os pchardecos. Força, venham até ao blog. Façamos dele uma janela aberta para o mundo, principalmente para onde quer que haja um pchardeco. J.C.