18/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade… (está quase...)

Tenho Saudades … era velhinha, bem sei, mas morreu. Morreu, há poucos anos, aquela que era um dos símbolos mais marcantes da nossa terra. Onde estarão hoje os restos “mortais” dela? Sempre que lá passo, parece que ainda a vejo. Mas já lá não está. A Nossa querida “Cascata” deu lugar a um simples mini lago, igual ou parecido a tantos outros. Talvez estivesse a precisar de um restauro. Os anos já pesavam. Mas não merecia ser trocada. Tal como nas Obras Públicas Nacionais, talvez aqui o poder local tenha arranjado maneira de dar mais uns trocos a algum empreiteiro (local ou não), que talvez tivesse pouco serviço. Juro que não sei quem fez a obra, pelo que não se trata de apontar o dedo a ninguém. Nas noites de conversa até fora de horas nos bancos do Rossio, envoltas num imenso silêncio, só de vez em quando quebrado pelo “estardalhaço” oriundo da velhinha Cascata, quando um dos cágados que lá habitavam, estando num patamar já avançado da sua subida, calculava mal o próximo passo e … lá vinha ele recomeçar a corrida do ponto zero (regras são regras). O barulho da sua carapaça a bater nas pedras que formavam aquela “torre” Cónica com pouco mais de dois metros de altura, embelezada pelo escorrer da água desde o topo até à base, e ornamentada por alguma vegetação que crescia por entre as pedras, dava origem a uma pausa nas conversas, algumas risadas e até apostas de qual a carapaça que se estatelou (o cágado maior? Ou qual dos outros?). Se não podemos viver sem a nossa Cascata???!! Podemos. Mas não é a mesma coisa. Coisas tão simples. E tão Felizes que Nós éramos… , RepórterZ

2 comentários:

Anónimo disse...

Meu caro repórter Z;
Não sei quem seja!...
Quero dizer contudo, que também eu sou Chancense/Pchardeco. Pois sou; sou daqueles que saíram da terra que os viu nascer, na última metade dos anos sessenta e a abandonaram à procura de vida melhor (falando a linguagem corrente diria e não poderia ter continuado lá a viver? (Pois, talvez sim mas, não era certamente a mesma coisa).
O que me leva a escrever estas simples mas sentidas linhas é o orgulho de ser Chancence/Pchardeco; e lendo as crónicas, sob a denominação, anónimos ou de repórteres Zzs, estas nos enchem o ego por saber que gente da minha terra (certamente bem mais nova), sente como eu a nostalgia daquela que sendo a nossa terra o é sem duvida alguma, mas não só porque a parte geográfica assim o dita, o nosso Alentejo que embora longe, nos é tão querido e que está sempre presente em todos nós. Força relembre aqueles que não podem ir tanto como desejariam à Chança, parte das recordações de mais ou menos infância, vivida naquela pequena e pacata aldeia do Alentejo, que deu gente com alma dispersa por todo o Portugal e alem fronteiras; para, aproveitando desta forma as novas tecnologias e o poder de escrever relembra aos seus conterrâneos e não só, que aquela terra existe que por ela sente paixão (até mesmo e só que mais não fosse, pela sua cascata de cone pedregoso e tosco), mas com a sua irreverência, se sente feliz, por recordar as suas origens de forma bela e apaixonada e se recordar é viver, a Chança viverá por muitos anos… Feliz Natal a todos até um dia se possível todos na Chança.

Um pouco de mim. disse...

Assim é k me sinto feliz orgulhosa e com vaidade em ter nascido na nossa linda CHANÇA.Saber k longe existe quem a ama incondicionalmente.Foi lindo e muito emocionante ler este registo seja kem for um forte abraço.