20/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade…(finalmente...o fim)

Tenho Saudades … das Festas da Chança. Vão dizer que sou louco. Que não estou bom da cabeça, etc., e que a Chança continua a ter Festas. Pois, … mas eu tenho saudades mesmo é das Festas de antigamente. Aquelas Festas que se realizavam no Ringue. E que enchiam o Largo do Rossio de pessoas. Algumas não entravam (por diversas razões) mas ficavam por ali sentadas nos bancos, nas paredes, nas escadas, em amena cavaqueira, ao som da música de baile e até mesmo da actuação dos artistas. Não os viam, é certo, mas ouviam as suas vozes ao vivo. Lá dentro, tantas vezes com a lotação mais que esgotada (ainda não havia ASAE), amontoavam-se algumas centenas de pessoas, por entre mesas e cadeiras, e até de pé, junto do balcão das bebidas, da quermesse, ou onde quer que houvesse um buraquinho de onde se avistasse o palco. Conseguíamos concorrer com festas de peso, como Ponte de Sôr ou Aldeia da Mata, que eram no mesmo dia. Nunca nos faltou público. Dos artistas, recordo que sempre vinham dos mais conceituados. Nomes como Carlos Paião, Armando Gama, Marco Paulo, Carlos do Carmo, Dino Meira, Lara Li, Ana, Martinho da Vila, Anita Guerreiro, Gabriel Cardoso, e tantos outros se poderiam enumerar. Um deles era quase certo todos os anos. Vinha de borla, e era sempre muito desejado. Não fosse ele um artista da terra. Refiro-me ao Júlio César, que aqui se iniciou no pisar dos palcos, e que sempre voltou por prazer. Durante muitos e muitos anos, as Festas da Chança traziam, anualmente, muita alegria e diversão ao centro da Aldeia. Para que tudo isto fosse possível, a comissão de festas, formada por um grupo de pessoas ligadas à Terra, por vezes apenas por uma pessoa (caso da Maria Gertrudes), levavam a cabo algumas actividades para angariar uma primeira base financeira. Bailes durante o ano e o peditório da colcha pelas ruas, porta a porta, asseguravam um pé-de-meia. Depois cerca de uma semana antes começava a grande azáfama, preparar o recinto. Para além da comissão de festas, muita gente se juntava para dar uma ajuda. Montar o palco, montar o bar, montar a barraquinha da quermesse, dispor mesas e cadeiras e, principalmente, a vedação. Era preciso erguer postes de pau de 4 em 4 / 5 em 5 metros e pregar-lhe os panos. Tantos buracos se tinham que abrir com picareta e alavancas de ferro. Depois colocava-se o poste e enchia-se o buraco com pedras e terra, tudo bem apertado pela alavanca. Que trabalhão. Ainda ajudei muitas vezes nestas tarefas. E tudo se fazia. Havia que fazer até ao último instante, mas tudo estava pronto a tempo e horas. Saliente-se que o Largo do Rossio era de terra batida. Hoje o pavimento do ringue é todo uniforme, dança-se com certeza melhor. Hoje o ringue tem uma mini bancada com duas ou três filas o que permite acolher de forma mais digna aqueles que antigamente se sentavam numa simples parede. Hoje o ringue tem, por trás da baliza Norte, uma plataforma fixa nivelada, em cimento, onde facilmente se podem colocar estrados de madeira para o palco, evitando, assim, o recuso a cavaletes de madeira ou a bidões metálicos, muito mais difíceis de nivelar e muito menos seguros. Hoje o ringue tem uma vedação completa em rede metálica. Tão fácil que é proceder à vedação do recinto. Hoje o largo do rossio é todo calcetado, tem mais bancos, mais zona verde. Está mais acolhedor. Não consigo perceber o porquê de fazer as Festas da Chança no campo de futebol, em terra batida, com tanto pó, longe do centro e num local sem qualquer beleza. A não ser pela razões que descrevi anteriormente (dar uso a estas instalações – campo de futebol, balneários, holofotes e afins). Não admira, pois, que a sua qualidade e afluência tenha vindo a diminuir ao longo dos últimos anos. Pessoalmente, não acho piada, nem razão de ser. E o ringue? Para que serve? Algum dia mandam fazer uma redoma de vidro à volta e transformam-no em peça de museu. Assim, é certo, não se estraga. Se temos algo bom e não serve para nada, para quê ter? E depois, se a pintura do chão se riscar, pinta-se outra vez. Saliente-se que foi, talvez, a primeira vez que a Junta de Freguesia gastou alguma verba com esse recinto. Ironia das ironias, tudo, ou quase tudo, do que lá estava foi oferecido pelas mais diversas comissões de festas, que para ali canalizavam, todo ou em parte, o lucro das mesmas. Até a mão-de-obra, na sua maioria, não era paga. Tudo, ou quase tudo, foi feito pela mão de alguns populares. Por favor, devolvam as Festa da Chança ao local onde sempre pertenceram. Ao local que, mais do que qualquer outro, pertence ao povo de Chança. Devolvam alegria ao Largo do Rossio. Que tristeza, nos tempos de hoje, e em dia de Festa, passar pelo largo do Rossio e não ver “viva alma”. Dói o coração. Antigamente não era assim. E tão Felizes que Nós éramos…
Saudades, … destas e de outras!!! E Vós? Não tendes Saudades?
Sou apenas um pchardeco. Daqueles que o São com orgulho…
Por repórter Z.

18/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade… (está quase...)

Tenho Saudades … era velhinha, bem sei, mas morreu. Morreu, há poucos anos, aquela que era um dos símbolos mais marcantes da nossa terra. Onde estarão hoje os restos “mortais” dela? Sempre que lá passo, parece que ainda a vejo. Mas já lá não está. A Nossa querida “Cascata” deu lugar a um simples mini lago, igual ou parecido a tantos outros. Talvez estivesse a precisar de um restauro. Os anos já pesavam. Mas não merecia ser trocada. Tal como nas Obras Públicas Nacionais, talvez aqui o poder local tenha arranjado maneira de dar mais uns trocos a algum empreiteiro (local ou não), que talvez tivesse pouco serviço. Juro que não sei quem fez a obra, pelo que não se trata de apontar o dedo a ninguém. Nas noites de conversa até fora de horas nos bancos do Rossio, envoltas num imenso silêncio, só de vez em quando quebrado pelo “estardalhaço” oriundo da velhinha Cascata, quando um dos cágados que lá habitavam, estando num patamar já avançado da sua subida, calculava mal o próximo passo e … lá vinha ele recomeçar a corrida do ponto zero (regras são regras). O barulho da sua carapaça a bater nas pedras que formavam aquela “torre” Cónica com pouco mais de dois metros de altura, embelezada pelo escorrer da água desde o topo até à base, e ornamentada por alguma vegetação que crescia por entre as pedras, dava origem a uma pausa nas conversas, algumas risadas e até apostas de qual a carapaça que se estatelou (o cágado maior? Ou qual dos outros?). Se não podemos viver sem a nossa Cascata???!! Podemos. Mas não é a mesma coisa. Coisas tão simples. E tão Felizes que Nós éramos… , RepórterZ

15/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade… (Continua)

Tenho Saudades … do tempo em que, desde que o tempo o permitisse, lá esvamos nós, tantas vezes ainda pela hora do calor, a começar o nosso jogo da bola. Em tempo de aulas, era chegar, pousar os livros na parede do “Ringue”, formar uma equipa e comunicar às outras duas que também queríamos jogar. “Ok, começa agora. Acaba aos dois”. E nós cá de fora a rezar para haver golos depressa. Também estávamos ali para jogar. Hoje não sei se ainda se pode jogar à bola, até porque jogadores deve haver muito poucos. Voltando atrás, por volta das oito da noite, lá íamos todos jantar. Não podíamos demorar. O dever chamava-nos, e o reencontro estava já marcado. Nas férias, depois do jantar, a “jogatana” ia para além da meia-noite, tantas vezes até perto da uma da manhã. Pois é, no outro dia era dia de trabalho (pelo menos para alguns), mas também, naquela idade a malta aguentava bem. Nesse tempo a malta comia muito mais e ninguém engordava. Muitas calorias ficaram espalhadas naquele chão. Outras vezes era a “Menina Pimenta” (presidente da Junta) que queria a chave do quadro da luz. Também ela se queria deitar, e a Junta também não era rica e alguém tinha que pagar a luz. O pior era quando a “Pimenta”, por alguma razão, não estava. E tanta falta que aquela chave nos fazia. Havia ainda os torneiros organizados de futebol salão, que para além das equipas locais, trazia, nas noites quentes de Verão – 6ªs, Sábados e Domingos, equipas das redondezas e muitos apoiantes das mesmas. Hoje o “Ringue” tem melhores condições. É mais largo, tem vedação toda à volta, pavimento uniforme, e até uma mini bancada. Pois é, só falta mesmo haver futebol, ou outro qualquer desporto. Pelo menos temos um “polivalente” como novo. Quem sabe, talvez para museu. Sei o que digo. Lá voltaremos. Nós, ainda não tínhamos isto tudo. E tão felizes que Nós éramos…
Tenho Saudades … das conversas em noites frias de Outono (já referidas neste blog), mas também de todas as outras, em qualquer outra noite. Sabiam muito bem todas elas. Recordo com particular agrado aquelas em tempo de férias, após a “Menina Pimenta” levar a chave, e darmos por acabada a jogatana. Molhados que nem uns pintos, aproveitávamos para encher a barriga de água no repuxo, e ficarmos por ali, sentados nos bancos do Rossio a secar o suor (não era fácil convencer os pais que era normal tomar banho àquela hora), e a contar anedotas, ou a comentar o presente e a conjecturar o futuro daquela terra. Uma crítica não tem que ser destrutiva, e era isso que fazíamos, apenas crítica. Idealizávamos um futuro melhor para a Chança. Simultaneamente, sabíamos o que queríamos, mas também antevíamos a impossibilidade de o pôr em prática. Tínhamos a noção que, dificilmente, o nosso futuro seria ali. Com tantas incertezas, e com a quase certeza que nada poderíamos fazer. E tão Felizes que Nós éramos…, por RepórterZ

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade… (Continua)

Tenho Saudades … do tempo em que a TV (RTP 1 e RTP 2 – as únicas nesse tempo) não transmitiam futebol 24 horas por dia. Era muito raro ver-se um jogo em directo, pelo que, quando acontecia, era um “acontecimento”. Nessa altura, nem todos tinham televisão a cores. Mais uma razão para ir até ao café (ao da junta, principalmente) ver o futebol com os amigos – e sempre se via a cores. Quer fosse de confrontos Nacionais, em que cada um puxava a brasa à sua sardinha (clube), quer fossem jogos da Selecção Nacional, onde todos gritavam ao mesmo tempo e para o mesmo lado, a emoção já mais faltava naquela hora e meia. No final, nem sempre feliz para alguns, lá se discutiam os lances polémicos, e se diversificavam as opiniões. Mas uma coisa era certa, após uma mini ou duas, e tantas vezes uma “jogatana” de Snooker ou Bilhar, lá estávamos nós a suspirar pela próxima vez. E tão Felizes que Nós éramos…, por RepórterZ

12/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade…(2ª parte)

Tenho Saudades … das tardes de domingo em que era quase obrigatória a romaria até às traseiras do cemitério. Não estão a ver o porquê, claro. Se bem se lembram, era lá que se situava o antigo campo de futebol. E a Chança, nessa altura, tinha uma Equipa. Tínhamos um excelente “ervado”, capaz de fazer inveja a alguns relvados. Pena era que ficava longe da “Vila” e até os jogadores tinham que vir tomar banho à Casa do Povo. Mas arrastava uma pequena multidão, e era ver no final do jogo cada um a procurar uma boleia, ou simplesmente vir pendurado na “rabeira de uma camioneta ou de um reboque de tractor. Pois é… é que vir para cima custava mais, e o fôlego já se tinha esgotado a chamar nomes (feios) ao árbitro. Só anos mais tarde transformaram a “eira do cabeço” no novo e actual campo de futebol. Pelado, é certo, mas logo ali ao lado do bairro novo. Ainda por cima com boas instalações balneares. Só não tinha iluminação artificial, o que impossibilitava treinos à noite. Como os jogadores (os da Chança e os de fora que lá jogavam) trabalhavam durante o dia, só se encontravam mesmo ao domingo para jogar. Com treinos, acho que podíamos ter tido outros resultados. Agora que falo (escrevo) nisto, lembro-me que já temos iluminação artificial no campo de futebol. Lá estão os postes com os tão, outrora, desejados holofotes. Pena que quando foram instalados já não havia futebol. Se calhar por isso, a obrigatoriedade de realizar lá outros eventos. Festas, por exemplo. Assim, sempre lhe dão uso e testam o equipamento. Mas disto falo mais à frente… E tão Felizes que Nós éramos…, por RepórterZ.

A propósito desta primeira intervenção do Repórter Z

A Escola Primária é um marco nas nossas vidas. Assim como a maioria das pessoas, as primeiras recordações que tenho como pessoa, são da Escola Primária. Sejam boas ou sejam más.
No nosso caso, como Chancences, essas recordações remetem-nos para um edifício, para um grupo de amigos ou para um tempo que já não volta. 
Assim como a minha geração recorda a actual escola apenas com três salas, o gradeamento de cimento meio caído, as palmeira recém plantadas, a construção das caixas de areia, os passeios furtivos ao Ribeiro do Caneirão, as primeiras paixões... Os nossos pais recordam certamente, a escola velha, meninos para um lado e meninas para o outro, o exame da 4ª Classe em Alter do Chão, por aí fora. 
Será sempre um exercício individual que nos trás alguma nostalgia e que faria certamente ficar por aqui algumas horas na conversa.


Queria apenas deixar aqui uma palavra de agradecimento muito especial à professora Maria Ana, que o Repórter Z mencionou. 
Foi a minha primeira professora e tive a sorte de a voltar a ter na 3ª Classe. 
Era bonita, simpática, com voz doce e um sorriso sempre nos lábios. 
Era do Crato onde talvez ainda more. Ficava na casa do Dr. Fortes durante a semana, onde actualmente mora a Pimenta. Mais tarde encontrava-a, algumas vezes, na camioneta entre o Crato e Portalegre. 
Obrigado por tudo professora Maria Ana.

09/12/09

Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser Saudade… por Repórter Z

Tenho Saudades … da escola primária (a de há 30 e tal anos atrás). 
Já não sou do tempo da “escola velha” (actualmente o edifício da Junta), nem fui dos primeiros da nova, mas recordo com saudade aquela escola com rés-do-chão e primeiro andar do lado da “Casa de Bragança”, onde funcionavam as duas salas de aulas. 
Do lado da “Vila”, só existia rés-do-chão, sala que funcionava como armazém de carteira (para quem não sabe, era o nome que se dava ao monobloco de secretária inclinada e banco corrido onde se sentavam dois alunos – colegas de carteira) e refeitório (tenho uma vaga ideia que alguns alunos lá almoçavam – principalmente os da estação, que levavam “farnel”). Relembro aquelas palmeiras, que nessa altura tinham pouca altura, onde as folhas saiam ainda do chão. Ainda não tinham tronco, também elas eram novinhas “em folha”. Relembro o pau (ferro) da bandeira onde fazíamos disputas para ver quem conseguia trepar mais alto. 
Relembro o tradicional gradeamento de cimento que caracterizava todas as escolas, onde todos aprendíamos a saltar “à Toureiro” e onde começámos a treinar o nosso equilíbrio, caminhando sobre ele. 
Leccionavam, nessa altura, os professores da Chança (não havia as mudanças dos tempos actuais), D. Maria Ana Cruz Cordeiro (excelente pessoa e professora), e o professor António Jorge Grilo Eusébio, o qual tive a sorte, ou a felicidade, por nunca ter sido meu professor. Aquela que usava e abusava da régua – Marí Balbina, como era conhecida – e que chegou a partir a cana na cabeça dos alunos (outros tempos, se fosse hoje…). E tão Felizes que Nós éramos… 


(continua...)

08/12/09

Repórter Z

Hoje fui contactado, via email, por um novo colaborador.
Auto-denominou-se Repórter Z.
O conteúdo da mensagem foi um longo texto e nostálgico, como se está a revelar a minha geração. 
Como disse o texto é muito longo e como tal, vou publicá-lo por capítulos. Isto é, vou dividi-lo em três parte. 
Obrigado Repórter Z.
Manda mais que a malta agradece.

Finalmente fui à Chança.

Finalmente fui à Chança. 
Estava uma bocadinho de frio. Mas aquele frio que tenho saudades. Um frio que se sente nos ossos. 
Sabe-me bem vestir dois casacos ou uma camisola interior sem sentir calor logo a seguir.
Com um fim-de-semana de chuva consegui ver um bocadinho de Sol.
Os campos estão verdes. Bonitos. 
Foi tudo muito rápido mas encheu-me os pulmões. E a alma.
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A principal novidade: já começaram as obras na variante à Ponte Vila Formosa. 
Foi passeio obrigatório. 
É verdade que me chocou a alteração à paisagem que estava habituado há tantos anos. Mas quero acreditar que só agora começou o futuro da velha ponte.
Espero vê-la como património nacional, que é. Com dignidade. 
Seja bem vinda ponte nova. Obrigado ponte velha. 

05/12/09

Este mundo é realmente muito pequeno.

Este mundo é realmente muito pequeno. 
Por muitas vezes ouvimos esta expressão, quando encontramos alguém que não estávamos à espera, ou num lugar pouco provável. 
Também usamos esta expressão quando conhecemos alguém que conhece alguém que que por sua vez conhecia alguém que eventualmente se terá relacionado com uma pessoa que conhecemos ou com alguém que nós conhecemos por sua vez conhece. Com este método, conseguimos, realmente unir um mundo inteiro. 
Mas há outras situações que a única coisa que nos saí da boca é:
- Este mundo é mesmo muito pequeno!
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A noite passada aconteceu uma dessas situações.
Normalmente quando falo da Chança, falo com a convicção de que ninguém  saiba do que estou a falar (a não ser os meus amigos que já estão habituados a que eu me refira à minha terra pelo nome). 
Mas no noite passada aconteceu algo de estranho. Eu disse: "Vou à Chança este fim-de-semana" e uma colega de trabalho disse "Você é da Chança?". Ao que eu respondi "Sim!? Porquê? Você conhece???"
Não é que a rapariga não só conhecia a Chança, como já tinha passado férias em casa de umas pessoas conhecidas, isto há uns anos. 
- Se calhar até brincamos juntos - brinquei. 
Mas talvez não estarei muito longe da verdade. 
Depois não tive oportunidade de apurar quem eram as pessoas amigas que viviam na Chança. Ela só me disse que eram em casa do Sr. Manel.
Prometo que investigarei este caso. 
Talvez a moça até tenha partido alguns corações e algum Pchadeco ainda sonhe com ela.
Este mundo é realmente muito pequeno.