15/08/10

(Também) Será Saudade? Deve ser Saudade! Só pode ser saud… não sei...

Decorria o ano de 1984 (talvez 1985, ou até mesmo 1986). Não posso precisar ao certo (da próxima vez escrevo no diário).

Nessa altura, aprendi a gostar de um senhor que, semanalmente, entrava em minha casa (e na vossa, também), salvo erro às 2ªs Feiras à noite. Não havia razão para não gostar, tanto mais que dava prémios. Podia ser que algum nos calhasse. A esperança, cada vez mais velha, seria, ainda assim, a última a morrer. Da “Casa Pia”, apenas sabíamos da Sua existência. Confesso que ainda hoje, alheio aos factos em Tribunal, gostaria de acreditar na inocência deste Homem (ou não tivesse aprendido a gostar dele), mas…

É isso mesmo!! Estou a falar (ou melhor, a escrever) do Carlos Cruz, o apresentador do programa 1, 2, 3. E do programa 1, 2, 3, claro. Como muitos se lembrarão, este concurso televisivo, onde participavam, salvo erro, três equipas de dois elementos (casais), e onde uma delas participava no jogo final. Os prémios eram dignos desse nome. Carros, apartamentos, electrodomésticos, etc.. Premiados podiam ser, também, os telespectadores. Neste programa, ou neste concurso – como queiram, a Nutrexpa (passo a publicidade) patrocinava uma parte do mesmo, publicitando um dos seus principais produtos – o “Cola Cao”. Nada mais simples, bastava descolar o rótulo de uma embalagem de “Cola Cao”, escrever no verso o nome, morada e número de telefone, e enviar para “Concurso 1, 2, 3 – Cola Cao – Apartado XXX – 1XXX – Lisboa” – o que eu escrevia nessa altura. Prémios, só mesmo umas pasta de arquivo com elástico, da Cola Cao”, que ainda hoje possuo. Mas o grande objectivo de tudo isto era ficar habilitado ao sorteio de um “magnífico automóvel”. Semanalmente era sorteado um automóvel (um citroen AX ou um Citroen BX), retirando de uma tômbola um envelope com o respectivo rótulo do Cola Cao. Se tudo estivesse ok, seguia-se o telefonema para dar a feliz novidade ao não menos feliz contemplado. Como o programa não era directo, o apresentador salientava sempre que o mesmo era gravado às 5 ªs Feiras à noite, para que todos estivessem atentos ao telefone. Pois é… é aqui que tudo começa…

(continua)

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